Aplicativos nativos ou híbridos: qual é a diferença?

Já pensou em como a tecnologia surgiu para facilitar a sua vida de várias formas? São diversas aplicações que potencializam novas maneiras de interagir, se organizar e viver em sociedade. Hoje, é possível encontrar apps para cada necessidade do seu dia a dia, fazendo com que você conquiste diferentes objetivos sem o mesmo esforço de antigamente.

Por exemplo, se você tem o desejo de cuidar das suas contas, você pode escolher entre vários aplicativos de organização financeira para montar, consultar e analisar um controle financeiro na palma de sua mão. Mas o que queremos explicar com isso? Que para qualquer problema que queira solucionar, existe uma aplicação tecnológica que realize isso junto com você. E se ainda não há um software com as especificações que deseja, talvez a sua empresa tenha encontrado um potencial negócio para o futuro.

Mas o que você provavelmente não sabe é que temos diferentes tipos de aplicativos: o nativo e o híbrido. E isso diz respeito ao seu desenvolvimento, execução e a forma que eles respondem aos seus usuários. Esses dois modelos são bem distintos e, por isso, devem ser analisados conforme cada projeto.

Nosso objetivo com o artigo de hoje é explicar as diferenças entre os aplicativos nativos e híbridos para que você consiga entender os dois modelos (tanto suas qualidades, como também suas limitações). Dessa forma, você poderá ter mais clareza para decidir qual método se alinha melhor com o seu projeto.

APLICATIVOS NATIVOS

Você sabia que o WhatsApp — o mais famoso aplicativo de comunicação da atualidade — foi criado a partir de um software nativo? O produto é uma aplicação de mensagens instantâneas que consegue suprir as necessidades de seu usuário: troca de vídeos e fotos, gravações de voz, compartilhamento de localização, além de ligações gratuitas por voz e vídeo. Mas o que significa dizer que ele é nativo? Para isso, precisamos entender como funciona esse modelo de desenvolvimento de aplicativo. 

Dizemos que uma aplicação é nativa quando ela é desenvolvida exclusivamente para funcionar em um determinado sistema (iOS ou Android), programada a partir de um SDK: um kit de desenvolvimento de software que conta com um conjunto de ferramentas e plataformas. Geralmente, para a criação de aplicativos, esse devkit é acompanhado por um ambiente de desenvolvimento integrado, ou seja, o app é criado na linguagem nativa de cada sistema operacional. 

Chamamos de linguagem Swift ou Objective C quando é criado para rodar em iOS. Java ou Kotlin para funcionar em celulares Android. Por esse motivo, você encontra os aplicativos disponíveis para download somente em lojas oficiais da Apple ou Google Play. Mas se o WhatsApp roda nos dois sistemas operacionais, como ele é considerado nativo? 

Vamos explicar: um produto pode alcançar todos os usuários necessários, quando desenvolvido nas duas linguagens dos sistemas operacionais. Isso garante que ele seja executado em celular com iOS e Android, pois eles são construídos especialmente para cada plataforma. E é claro que isso demanda mais trabalho do time de desenvolvedores, mas não significa que sua execução seja complexa. Geralmente é prática e simples. 

As vantagens de desenvolver um aplicativo nativo é que ele garante um maior número de features para o usuário, transformando a sua experiência, já que podem ser utilizadas todas as funcionalidades mais completas e dinâmicas de cada sistema operacional, o que impacta diretamente no rankeamento do app em stores da Apple ou Google. 

É importante ressaltar que este modelo pode ser mais custoso para o seu negócio. Este aumento no custo é causado pela necessidade de programar a mesma funcionalidade em, pelo menos, duas tecnologias para adaptar-se aos sistemas iOS e Android.

APLICATIVOS HÍBRIDOS

O híbrido é uma aplicação que combina mais de uma linguagem de programação, mesclando-as com tecnologias oriundas da web, como HTML, CCS ou JavaScript. Ou seja, durante o seu desenvolvimento, é utilizado uma tecnologia de terceiros para programar para Android e iOS com apenas um código fonte. 

Um app híbrido pode ser encontrado nas lojas de aplicativos para download, como AppStore e Google Play. A principal vantagem é que ele não precisa ser desenvolvido para um sistema operacional específico. Ou seja, é um único código fonte que pensa em funcionalidades que englobam iOS e Android. E isso faz com que o produto final seja mais barato para o cliente.  

Ao mesmo tempo que essa situação é considerada como positiva, também pode ser vista como uma desvantagem para a empresa. Afinal, o aplicativo híbrido não explora as possibilidades que cada sistema operacional oferece, entregando um produto mais comum e sem grandes surpresas para o usuário. E essa situação impacta no quesito da experiência, já que o público alvo tem suas funções limitadas. 

Um caso curioso e interessante de analisar é do Airbnb. A empresa foi pioneira em construção de app híbrido com a tecnologia React Native (framework desenvolvido pelo Facebook). Porém, eles decidiram realizar uma transição da programação híbrida por uma série de decisões que basicamente correspondiam aos problemas de inconsistências e bugs que não permitiam evolução do app. 

E esta situação que a empresa passou pode ser recorrente neste modelo, pois o aplicativo híbrido geralmente é escolhido por empresários que procuram uma solução mais simples para o seu negócio (o que não quer dizer melhor). Neste modelo não é necessário que o especialista em desenvolvimento de app conheça e utilize duas linguagens de programação diferente — como no modelo concorrente. Com uma só linguagem é possível programar para ambos devices.  

Mas como está o caso do Airbnb? Por não conseguir bater as metas e objetivos iniciais com um app híbrido e pensando na qualidade do serviço e na experiência que o Airbnb deveria proporcionar para seus clientes, a empresa está em processo de transição e investimento de todos os seus esforços para uma programação nativa. Até o fim de 2019,  as programações serão desenvolvidas para cada sistema operacional, transformando e qualificando a usabilidade do usuário em seu app.

Agora que você entendeu a diferença de cada um é preciso definir qual modelo se aplica melhor para o seu negócio. E por isso, devemos lembrá-lo que o aplicativo ideal é aquele que soluciona suas necessidades e potencializa seus pontos fortes, estreitando o laço entre a sua empresa e o seu cliente. 

A opção nativa oferece acesso a todas tecnologias de ponta disponíveis pela plataforma. Seu desenvolvimento é rápido, flexível e com alto grau de qualidade. A híbrida conta com um menor custo de investimento e apenas um código fonte, mas com limitações dependendo das tecnologias necessárias.

O desenvolvimento em Flutter surge como uma boa aposta para o futuro dos aplicativos híbridos, já que existem muitas empresas e desenvolvedores acreditando no seu potencial. Entretanto, não existe ainda uma opção mais consolidada do que a programação nativa disponibilizada pela Apple e Google. 

Como todo caso é diferente, a aplicação utilizada deve ser aquela que se encaixa mais com o seu produto e suas estratégias. Analisar prós e contras de cada método é fundamental para garantir os resultados esperados no seu negócio. 

1 Comment on “Aplicativos nativos ou híbridos: qual é a diferença?”

Nikson

August 6, 2019
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Sensacional!

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